segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quando o sol se despede.

Texto e fotografia,mz





Quando o sol se despede, fica o anseio de ser novamente amanhã.
É esta beleza tamanha que nos incita a estar sempre presentes.
Sete minutos e a metamorfose das cores e das formas.
Sete minutos e a transfiguração.
Sete minutos e é noite.
 


(sete minutos de transformação num pôr-do-sol dramático de inverno)

 




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Braga

Texto e fotografia,mz




Um morrinhar assertivo numa teimosia de chover miudinho quer justificar a Cidade do Verde Minho. Tão verde. Tão nobre. Tão antiga. Bracara Augusta - do tempo da Roma Antiga. Hoje, um ferver de juventude no despontar de cada rua, faz valer toda esta continuidade de ser parte da firmeza histórica, e, continuar aqui, onde pelas manhãs o sol de inverno é lento a aparecer. É este o meu sentir nestas horas de neblina que me faz ficar atenta a cada cor mais intensa e, me faz interiorizar ainda mais a mística carga Barroca.

  
Centro histórico da Cidade de Braga aqui
Elevador do Bom Jesus de Braga aqui
Santuário do Bom Jesus de Braga aqui


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Em Fevereiro temos os Corvos

Texto e fotografia,mz


A abrir Fevereiro partilho os Corvos, este bando negro de vida frenética que alegra o campo. Não existe azar, nem maus agoiros, nem morte, nem solidão; apenas este mundo maravilhoso de vida quando todas as outras aves fugiram do frio. E neste mês pequenino e tantas vezes tristonho, tem a natureza esta cor esvoaçante e vivaça a misturar-se nos troncos pálidos dos choupos, nas folhagens rosadas, verdes e apimentadas mostardas que apenas o inverno nos dá. E quando o sol aparece, a magia toca-nos a alma e amamos ainda mais os corvos - Fevereiro ilumina-se e torna-se grande.